A carta aos Gálatas se trata de ensinos de Paulo para denunciar e corrigir ensinos contrários aos que ele e Barnabé haviam ensinado. Escrita entre 48/53 d.C, a menos de 25 anos do ministério terreno de Cristo, Paulo se encontra na posição de alertar os gálacios a reencontrarem os fundamentos do evangelho.
Paulo nesta carta exorta os gentios convertidos à não caírem nos ensinos dos Judaizantes que queriam as praticas da lei mosaica seguidas por todo aquele que seguisse o caminho, prega a liberdade já conseguida com a justificação pela fé, e os chama de insensatos(3:1) repreendendo-os para que o sacrifício vicário não seja em vão.
Tudo começa com a famosa visita de Pedro a Antioquia, que já vinha sendo seguido por alguns da parte de Thiago, segundo alguns teólogos como F.F. Bruce, buscavam encontrá-lo em comunhão com as práticas gentílicas para o acusarem, e quando esse encontro acontece Pedro retrocede e teme a repressão judaizante, repreendido ferozmente por Paulo.
Entramos no tema legalidade da carta, Paulo faz uma acusação forte dizendo em 2:14 que Pedro e os outros não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho, então discorre sobre a prática da lei dizendo que não há justificação pela prática dela, mas somente pela graça e fé em Cristo.
O versos 2:17-21, são complexos e portanto uma paráfrase nos ajudará a entende-la melhor:
“Se temos que abandonar a lei para sermos justificados pela fé em Cristo, então Ele incentivaria o pecado? NÃO!!! Mas se eu retornar para lei então deixo entendido que pequei quando a abandonei. Mas na verdade não abandonei a lei, porque Cristo morreu pelo juízo da lei e para Deus quando o aceito e sou justificado pela fé em Cristo, morri com Ele. Ora como a lei não pode exercer autoridade alguma sobre os mortos, principalmente por quem morreu sobre a sua penalidade. Sendo assim Cristo morreu e ressureto vive em mim portanto já não estou mais sobre a obrigação dela , pois da mesma forma ressuscitei em Cristo para uma vida de justiça na qual a lei não desempenha nenhum papel.Portanto, se a pratica da lei tornasse os homem justos, Cristo não precisaria ser morto”
O fato é que se estou em Cristo e Ele vive em mim, então vivo de forma a satisfazê-lo em suas vontades, e toda a lei nos dada antes para tutoria até a chegada de Cristo é deixada com a sua vinda.
Hoje vivemos situações parecidas com a igreja, vivemos em um tempo em que precisamos viver em Cristo para que toda lei moral e ética que restou da lei mosaica possa ser cumprida até a volta de Cristo, anulando tal tutoria.
Sabemos que lei é criada por homens que buscam impor e manter o poder e não é diferente na instituição igreja, porém vivemos em uma sociedade em que devemos observar preceitos e conceitos morais e éticos para que possamos conviver em harmonia, afinal o salmista nos afirma isso em Sl. 133:1. De fato a verdadeira lei está em nossos corações se Ele vive em nós todos os preceitos morais e éticos acabam sendo fáceis de serem seguidos, pois se Ele é justo então justos somos, se Santo assim também seremos e se Nele não há rebeldia em nós isso também se torna fato.
O salvação nos foi dada de graça, a todo aquele que Nele crê (Rom. 3:21-24), a liberdade nos foi concedida no momento em que recebemos o batismo PELO Espírito Santo e continuamos em total liberdade longe do pecado quando permitimos Seu agir em nós, a lei nos foi dada para nos mostrar o pecado e não para nos tirar a salvação, é claro que a remissão deles não nos tira conseqüências, mas o fato é que a justificação e a salvação só podem vir através da fé em Cristo e da Sua graça superabundante.



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